sábado, 3 de janeiro de 2015

David Bowie – The Rise & Fall of Ziggy Stardust and Spiders From Mars

David Bowie – The Rise & Fall of Ziggy Stardust and Spiders From Mars 


Meu primeiro contanto profundo com a música do David Bowie veio acontecer no começo dos anos 90 com mudança de um novo vizinho. Um homem de meia idade, recatado e bem vestido. Estas foram as primeiras impressões que tive do novo vizinho pela fresta da janela da sala da minha casa, por onde pude observar o dono daquela casa nova e aconchegante. Outra coisa que observei que não havia mulher, criança ou cachorro. Fui dormir...



Acordei sete horas da manhã do Domingo com uma música alta, era o novo vizinho marcando seu território ou coisa parecida. A música era boa porém, não identifiquei quem era o cantor ou banda. Sai ainda de cueca para o quintal encucado, não era Grunge e nem Britpop, sendo que a segunda opção parecia oriunda daquilo que eu estava ouvindo. Certeza mesmo é que tinha sido gravado antes dos anos oitenta. Meu novo vizinho também tinha um bom gosto musical.



Fui para cozinha com a intenção de fazer um café no entanto, descobri finalmente quem era o dono daquela voz, era David Bowie. Starman foi a música que fez as ligações em meu cérebro... Putz, eu sabia que já tinha ouvido aquela voz. Adiei o café, abri uma cerveja e aproximei do muro afim de ouvir o álbum completo.




Demorou talvez duas semanas para fazermos amizade e, fui eu, que puxei assunto:
_Você gosta muito do David Bowie?
_Nossa! Devo tê-lo incomodado.
_Que nada, pior seria se fosse como vizinho da esquerda aqui, só rola Raça Negra o dia inteiro.
_Cruzes!!! Odeio pagode. Que sorte é a minha, que sua casa é um paredão para meus ouvidos. – Ele sorriu coçando a nuca, depois me questionou: _ E você? Além do David Bowie o que mais ouve?
_Na verdade tô aprendendo ouvir Bowie depois que você mudou pra cá. Ouço: Nirvana, Pixies, Alicie In Chains. Quem mais? Enfim bandas inglesas: Manic Street Preachers, The London Suede, The Stones Roses. Não sei se voce conhece?



_ Conheço sim. Mas devo confessar, eu amo Bowie.

Ele poderia realmente conhecer todas essas bandas que citei entretanto, o que mais eu ouvia do lado de cá do muro era David Bowie principalmente o álbum: The Rise and Fall of Ziggy Stardust and Spiders From Mars. Outra coisa que notei que sempre no final de semana apareciam alguns rapazes em sua casa, e, embalados ao som de David Bowie ouvia-se um coro desafinado.




Alguns anos depois o meu vizinho começou a construir uma edícula e não demorou muito para ficar pronta. Convidou-me para conhecer, advinha o que estava tocando no aparelho de som? Creio que muitos acertaram o vinil do David Bowie The rise and fall of ziggy stardust and Spiders From Mars. Cozinha, sala, banheiro e um dormitório:
_Meu irmão vai vir morar na casa da frente... Coitado está sem moradia. Ele, a mulher, duas crianças e um cachorro. Vai morar aqui temporariamente até estabilizar, conseguir financiar uma casa além do mais, eu adoro meus sobrinhos, são uns amores.
Já estava de saída quando ele disse:
_Espere um pouco.
Voltou para sala da edícula e trouxe com ele o vinil do David Bowie que estava tocando no aparelho de som.
_Toma, é para você de presente.
_Nossa, não precisa. Você ouve todos dias.
_Eu tenho outro desse. Esse é seu.

Depois da mudança do seu irmão para casa da frente, Benedito tornou-se mais dócil e comunicativo. Ele tinha um afeto grande pelos sobrinhos, dois moleques com idade de oito e seis anos que, rapidamente aprenderam a cantar músicas do David Bowie. No entanto, a noite não tinha mais aquela empolgação o som era baixo, as conversas terminavam antes da meia noite. Um dia resolvi eu mesmo ouvir aquele vinil do Bowie que havia ganho dele de presente no volume máximo depois da meia noite, achando estar fazendo um bem para os ouvidos dele. Resultado, vinte minutos depois a viatura da polícia estava em frente da minha casa.




No dia seguinte Benedito veio conversar comigo:
_Desculpe pela polícia ontem à noite. Meu irmão... Eu já conversei com ele...
_Tudo bem. Acho que extravasei mesmo, esqueci das crianças.

Porém, o pior estava por vir, foi num sábado quando Benedito resolveu fazer um revival das noites festivas com os seus amigos jovens em sua casa, a primeira coisa que percebi que o som estava alto, havia risos e um falatório interminável, o som era David Bowie The rise... Do outro lado do muro eu estava feliz e sonolento. Confesso que dormi um pouco, fui acordado com uma gritaria gigantesca. Era discussão entre Benedito e seu irmão:
_Que isso Bendito isto aqui já extrapolou todos os limites, som alto, bebedeira e está pouca vergonha de orgia.
_A casa é minha.
_Mas, você acha certo fazer sexo grupal com as portas e janelas abertas? Eu tenho filhos pequenos, seus sobrinhos alias. Você é meu irmão.
Foi ai que Benedito perdeu as estribeiras:
_Irmão porra nenhuma... Sou sua irmã. Aceita isso ou vai embora.
_Tio, tio, tio – era as vozes dos sobrinhos.
_Tio não, Tio o “caraio”. Tia, de agora em diante é tia.

Acordei tarde naquele dia e descobri que já não tinha mais vizinho. Mudaram-se logo de manhã daquele domingo. Nunca mais vi Benedito ou seus sobrinhos, na verdade a única que coisa que sobrou desse tempo foi o vinil do David Bowie.




quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Os cinco álbuns mais aguardados de 2015 (The 5 most anticipated albums of 2015)

Samantha Savage Smith

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Sleater-Kinney


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Lautmusik

Vídeo - Mai (2011)
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Belle And Sebastian


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Mano Brown

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Iceage - Live Copenhagen, 2014



1. On My Fingers
2. How Many
3. Stay
4. The Lord's Favorite
5. Abundant Living
6. Glassy Eyed, Dormant and Veiled
7. Forever

domingo, 14 de dezembro de 2014

The Best Albums Of 2014 (Os melhores álbuns de 2014).

The Best  Albums Of 2014

1- Sharon Van Etten - Are We There
 Suas canções tendem a ser extremamente confessional, em grande parte indistinguível da própria cantora, e Are We There revela uma nova consciência de si no que diz respeito ao seu objeto principal. (Pitchfork).
Discos assim parecem se agarrar com mais força à nossa memória afetiva em um momento com tanta oferta do que ouvir, em tão pouco tempo. (Monkeybuzz).


2 - The Antlers - Familiars

Emoção sempre foi ponto forte definitiva desta banda; Familiars encontra os Antlers em um novo nível, magnífico de composição pesada. (Rolling Stone)

Familiars é tão delicado e emocional quantos os anteriores, mas com um trabalho ainda mais sofisticado no uso de instrumentos relativamentes alheios ao rock, como cello e trompetes. (O GRITO!)

3 - Real Estate - Atlas
Atlas revela "Real Estate" coletando seus pensamentos, conjugando seus recursos criativos e experiencias , e, até certo ponto, a parti dos próximos estágios de suas vidas adultas. (Music Feed)

Simplesmente, elas mostram que o tempo para a banda é de fazer música da forma que nunca deve deixar de ser feita. Mais do que se fazer com guitarras, é necessário fazer com verdadeiros sentimentos. (Move That Jukebox)


4 -The War On Drugs - Lost In The Dream

 No meio desse conjunto de experiências onduladas, o Country esbarra na psicodelia, o Folk dança pelo Dream Pop e a mente do espectador, como as canções, flutua livremente. (Miojo Indie)

Sofrimento de um homem se torna a nossa celebração comunitária, por assim dizer. É um papel bem para um dos melhores álbuns do ano para jogar. (Absolute Punk)


5 - Racionais Mc's  - Cores e Valores
Longe de parecer uma transposição forçada, com o novo álbum os “quatro pretos mais perigosos do Brasil” adaptam o próprio discurso a presente geração de ouvintes. (Miojo Indie)

São novos tempos, o Racionais precisava se reinventar e eles continuam sendo o grupo mais hardcore do Brasil que é o mais importante, independente da sonoridade, o dedo na ferida continua lá, sem perdoar.(Ignes Elevanium)


6 - Spoon - They Want My Soul
Produção meticulosa, uma infinidade de referencias musicais inteligentes: o perigo desse tipo de coisa é que que isso soa um pouco árido. (The Guardian)
Outro atributo relevante aqui é a concisão: o disco inteiro tem 37 minutos, prova de que não há enrolação e músicas enfiadas apenas para encher a gravação, algo tão comum na maioria das bandas. (O GRITO!)

7- Esben And The Witch - A New Nature
É claro que Steve Albini, o produtor, deve ter grande parcela neste mérito. Acostumado a trabalhar (e a dar seu peso particular) com bandas de Post-Punk etéreo como Mogwai, o mesmo não deve se intimidar facilmente com faixas longas. (Monkeybuss)
Este álbum é uma obra-prima de um pandemônio auditiva e visual. É de tirar o fôlego, induzindo arritmia, conduzindo-o à beira de parada cardíaca - há um presente perigo real, em sua música. (The Line Of Best Fit)

8 - TV On The Radio - Seeds
É um disco raro que serve como um ponto de entrada para os iniciantes, enquanto recompensando os fãs antigos que estiveram presos por eles desde o inicio. (Exclaim)
 Seeds mostra uma faceta diferente, mas, passando um tempinho com ele, você percebe que, ainda assim, banda continua tão interessante quanto sempre foi. (Move That Jukebox)

9 - Hierofante Púrpura - A Sutil Arte De Esculhambar  Música Alheia
Danilo Sevali (voz, piano, escaleta, sintetizador, violão, guitarra, percussão, viola caipira), Gabriel Lima (voz, guitarra, violão, gaita, baixo) e Helena Duarte (voz, baixo, escaleta, guitarra) dão vazão às alucinações sonoras e experimentações de maneira única, de modo que as que parecem ter estrutura reconhecível ao padrão “pop” são justamente as regravações (mas, claro, tem a desconcertante “Jazigo Meu Ou Venha Ver O Sol Derreter”). (Floga-se)
A boa notícia é que as músicas originais ficaram melhores que as versões cover. Não é difícil encontrar os méritos de A Camisa Vermelha Sou Eu, Vida e Morte de Ira Kaplan ou Transcedentalizei. (Monkeybuzz)


10 - Beck - Morning Phase
É reconfortante que Beck ainda pode puxar um registro original como substantivo e absorvendo como esta da cartola. (Mojo)
Morning Phase, o novo disco do músico e compositor Beck Hansen, foi um dos primeiros a ser lançado este ano. Um disco ensolarado ao mesmo tempo melancólico. (Escuta Essa!)


11 - White Lung - Deep Fantasy


12- Juçara Marçal - Encarnado


13 - Iceage - Plowing Into The Field


14 - The Afghan Whigs - Do To The Beast


15 - The Underground Youth - Beautiful And Damned


16 - A Sunny Day In Glasgow - Sea When Absent


17- Morrissey - World Peace Is None Of Your Business


18 - Far From Alaska - Mode Human


19 - Delta Spirit - Into The Wide


20 - Echo & The Bunnymen - Meteorites






quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

The September Guests - Ouça o novo single "Imaginary Years".



Doze meses depois de adotarmos a formação elétrica, voltamos aos violões em nosso novo single, "Imaginary Years", gravado no segundo semestre de 2013 por Diego Xavier no Estúdio Wasabi em São José dos Campos/SP.

No lado B, está "Before The Rain", que apareceu em alguns shows ainda da fase solo entre 2012 e 2013. O download completo do single pelo Bandcamp inclui como bônus as faixas "The Drunk, The Dancer, Your Eyes" e "Your Smile Can Stop a War"




Ouça também toda discografia:




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