domingo, 13 de outubro de 2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
sábado, 5 de outubro de 2013
Manic street Preachers – Rewind The Film
Manic street
Preachers – Rewind The Film
Arruma
o seu cabelo e passa suavemente o seu batom vermelho em seus lábios finos, seu
sapato de salto alto está atrás da porta, o perfume que incendeia o quarto
inteiro está logo ali na penteadeira e os meus sentimentos desimportantes estão
todos aqui comigo. Ela ri o tempo todo diante do espelho, me chama pra ajudar
fechar o zíper do seu vestido estampado florido, está preocupada com a chuva
que não para, simula um beijo na minha direção a distância pra não borrar os
seus lábios.
Antes
de entrar no carro diz palavra de baixo escalão por eu não ter lavado o carro.
Bate porta enfezada depois me xinga por ter quebrado a unha do dedo anelar de sua mão
esquerda. Ela me Pede pra virar a próxima direita e, depois que viro:
_Não
era essa, era próxima direita.
Ligo
o som do carro.
_Que
é isso?
_Isso
o que?
_Que
está tocando?
_É novo Album do Manic Street Preachers (Rewind The Film)... Baixei hoje à tarde.
_Não
gostei. Na verdade nunca gostei Manic.
Depois de alguns segundos.
_Minto, gostei sim de uma música que tinha um vídeo de crianças sem olhos ou bocas... Sei
lá, coisa assim.
_If You Tolarate This Your
Children Will Be Next.
_É...
Deve ser essa mesma.
_Enfim, o Álbum inteiro deve ser chato mas, está música
salva. Não gosto dessas bandas do Reino Unido, e, acelera essa bugiganga.
As
duas primeiras faixas Rewind The Film: This Sullen Welsh Heart e Show Me The Wonder não
era exatamente o que eu esperava ouvir porém, confesso ter gostado.
_
Não tem jeito de você colocar um som do Coldplay ai?
Finjo
não ouvir.
A
sonoridade está muito diferente...
_Olha
lombada.
_Tô
vendo.
_Ah
tá vendo. Se eu não falo aqui.
No
entanto foi na introdução da música (I Miss The) Tokio Skyline que eu imaginei nunca ter casado,
nunca ter filho. Imaginei me sozinho no carro com os para-brisas ligados. Sim,
com alguns cabelos brancos, com barba pra fazer, com algumas rugas no canto dos
olhos, a barriga avantajada como agora, virando para esquerda ou para direita,
buzinando pra “minas” no ponto de ônibus, passando por cima de lombadas e,
entrando pela contramão. Sim, errando marchas sempre, sem perder a direção.
Extasiados
nos pensamentos ou na música, buzinei “para as minas” no ponto de ônibus e
antes de dizer alguma coisa um beliscão raivoso quase tirou parte do meu braço,
com gemido quase inaudível porém com uma dor gigantesca continuei firme no
volante. Juro que quando aproximei da curva sinuosa vizinha de uma ribanceira
“eu pensei merda”, tremulo e com suor escorrendo eu vi a morte convidativa com
capuz de praxe. Mas eu vi também meu filho caçula com um olhar perdido atrás da
morte. Freei fundo que os pneus deixaram marcas no asfalto, não houve uma
reclamação ou beliscão. Não houve uma troca de olhar ou palavra.
Lembro-me
que ao final do Álbum Rewind The Film houve um silencio mortal. Eu extasiado com o
que tinha ouvido, ela talvez pensando em divórcio.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Herod – Umbra
Herod – Umbra
Já
faz algum tempo que quando eu quero ouvir um álbum novo, eu entro no meu carro
sem destino certo, aperto play e sigo sem rumo.
O
centro vazio de Pindamonhangaba e a música “Penumbra" poderia passar
despercebida. No entanto o efeito é hipnótico e crescente me leva num mundo
escuro e desolador de um céu sem estrelas e sem lua e, por duas vezes seguidas
eu vi o Planeta Marte passar diante dos meus olhos, e, somente uma freada brusca
de um Honda Civic me fez voltar a realidade.
Encostamento urgente, um brutamonte aproximou-se, era o dono do Honda Civic querendo me espancar. Explicar pra ele que música que rolava no aparelho do meu carro era a grande culpada soaria um tanto ingênuo. Pra piorar a situação um motoqueiro com a camiseta do Ramones me acusou de ter atravessado dois sinais vermelhos... Porra, não era Marte.
Chutaram
o meu carro quando decidi sair queimando os pneus, não olhei pro retrovisor quando
engatava a segunda marcha e a lombada quase quebrou o amortecedor do meu carro.
“Collapse”
- é uma música imprudente quando se está no
volante, é uma música que faz você pisar não se importando com a curva sinuosa
que se aproxima. Ultrapassar pela o direita ou esquerda é o menos importante, o
vento que entra faz onda depois vai embora, as luzes das ruas é apenas risco luminoso continuo.
Marte
de novo e, um pedestre ecoando em meus ouvidos:
Parei
no encostamento com a sensação de experienciar uma missão no GTA 5. Acendi um cigarro com o coração pulsando a mil. Precisava
me acalmar e a introdução da música Limbo traz a calmaria, o vento suave no
rosto, eu até reparei o aparecimento de algumas estrelas no céu, a coruja atenta no pico de um poste de luz. Porém a calmaria dura
apenas 49 segundos exatos. Tudo culpa do perturbado Jair Naves que irrompeu o silencio:
Tateando
sem folego e sem direção...
Esbraveja.
Jair
insano, Jair demente, Jair amalucado, Jair aluado... Jair Naves
Solto
o freio de mão, seta para esquerda.
Jair
insano, Jair demente, Jair amalucado, Jair aluado... Jair Naves.
Blinder
– A menos sombria, a quase pop, se pop fosse derivado de melancolia e, se a
melancolia fosse palpável. Eu rio olhando para o retrovisor, a minha vida está
logo atrás,
sem graça e abatida. Eu, sem vida tamborilo os dedos acompanhando a canção.
Minha vida me segue sem direção. Repentinamente entro pela contramão, viro a
direita e pela terceira vez estaciono, minha vida estaciona atrás.
Agora sim eu vejo a
lua plena e reluzente.
“A
lua é o sol da noite” frase elaborada no ultimo trago do cigarro, no termino de
um olhar, no fim de suspiro profundo,
Bem,
já estou em Antumbra um zunido persistente, um perfeito transe para minha cabeça, erro a
marcha e acelero, passo por cima de minha vida que estava estacionada logo atrás e o
zunido continua, microfonias elaboradas mas, ainda microfonias desajustadas que
libera em mim a síndrome do narcisismo maligno.
Umbra
é o falso calmante, relaxa nos primeiros acordes, alivia tensão e cria falsa
expectativa que não é tão sombrio, Mentira desvendada, Umbra apresenta um mundo sombrio sem apetrechos
e sem exageros. Um mergulho num lago escuro no meio da noite. Há borbulhas pelo o lago inteiro, há barcos e salva-vidas de plantão, mergulhadores, lanternas
acesas, há familiares em volta do lago com seus Androids 4.0 emitindo
informações. Porém o que temos são borbulhas apenas borbulhas no lago escuro no meio da noite...
...Ouça
e mergulhe sem medo neste lago.
Resenhas :
Mais
terça-feira, 24 de setembro de 2013
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Exit Calm – The Future Isn’t What It Used To Be (Ouvi, Gostei e Recomendo)
01. The Rapture
02. Albion
03. Fiction
04. When They Rise
05. Higher Bound
06. Holy War
07. Promise
08. Glass Houses
09. Open Your Sky
02. Albion
03. Fiction
04. When They Rise
05. Higher Bound
06. Holy War
07. Promise
08. Glass Houses
09. Open Your Sky
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
domingo, 8 de setembro de 2013
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Coldplay - Ouça a nova música "Atlas"
Clique no Link abaixo e ouça a música que fará parte da trilha sonora : The Hunger Games: #CatchingFire
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
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