quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Jogos Vorazes: Em Chamas - Dica de Filme


"Pegos no fogo, estamos prestes a explodir. Carregar seu mundo, eu vou carregar seu mundo." - Atlas, Coldplay.




O que fazemos quando sentimos medo? Fugimos ou lutamos? Independente de sua escolha, o medo vai te perseguir até tentar te derrubar.
Após vencer uma das edições dos Jogos Vorazes (reality show em que pessoas tem que se enfrentar até a morte para somente um sair vivo), Katiniss e Peeta estão de volta para realizar uma turnê mundial feita pelos vencedores, mas nem tudo é maravilha e glória após terem conquistado a vitória da edição anterior dos jogos. Depois de demonstrarem um caso de amor e quebrarem as regras, as ameaças e o terror começam a surgir em suas vidas, graças ao presidente Snow. Desta vez é criado um "Massacre Quaternário", em que todos os vencedores de todas as edições são colocados em mais um jogo para sobreviverem, mas essa não é a verdadeira intenção do presidente e Katniss tem que estar mais uma vez com a mente e o coração preparados para tentar acabar com todo esse sistema de massacre.


Para começar, tudo nesse filme funciona. O início possui um drama pesado que consegue realizar o objetivo de fazer o público sentir na pele o que o efeito psicológico que os jogos vorazes causa nos vencedores. É algo fascinante. Katniss demonstra o medo e não tem medo de dizer que sente isso, que certamente tudo o que ama está sendo ameaçado simplesmente pelo fato de ter sobrevivido e ter dado um presente que os povos de cada distrito estavam precisando: Esperança. É do que todos precisam para enfrentar as dificuldades que passam, graças ao governo que é chamado de "A Capital".


Tudo é mostrado detalhadamente, se arrastando por um longo tempo nas telas, te deixando aflito para que os próximos jogos comecem imediatamente. Fizeram muito bem em cumprir esse papel, cada segundo é infinito até a entrada da arena, em que o verdadeiro show realmente começa.
Nesta edição, os jogos são mais pesados e bem mais inteligentes do que anteriormente. A fotografia é deslumbrante e a trilha sonora ajuda muito para tudo dar certo, alguma ou outra faixa consegue soar familiar a "Lily's Theme" de Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2, sim aquela que te faz arrepiar.
Toda a equipe de produção do filme merece aplausos pelo ótimo trabalho feito. As atuações são todas excelentes, principalmente Jennifer Lawrence (vencedora do Oscar) que consegue interpretar a jovem adolescente sem nenhum problema (apesar dos seus vinte e poucos anos nas costas) e carregar o filme todo nas costas.


O desfecho dessa continuação irá te deixar desesperado para o próximo filme que acontecerá somente em 2014. Uma pena que esteja longe. Jogos Vorazes já entra pra lista para uma das melhores sagas cinematográficas e com toda absoluta certeza, vale a pena o dinheiro investido para assistir no cinema mais próximo de você.





Por : Felipe Henrique

domingo, 17 de novembro de 2013

Jake Bugg - Shangri - La (Eu ouvi, gostei e recomendo)





01. There’s A Beast And We All Feed It
02. Slumville Sunrise
03. What Doesn’t Kill You
04. Me And You
05. Messed Up Kids
06. A Song About Love
07. All Your Reasons
08. Kingpin
09. Kitchen Table
10. Pine Trees
11. Simple Pleasures
12. Storm Passes Away



terça-feira, 12 de novembro de 2013

Kick-Ass 2 - Dica de Filme



Kick-Ass 2 

"Você não tem que ser um cara fodão para ser super herói. Você só precisa ser corajoso."
É tão difícil ter coragem para encarar a continuação de um filme que foi excepcional. O primeiro e sanguinário Kick-Ass é um exemplo de diversão, horrores, risos e sangue durante todo o tempo na tela, e para assistir o segundo, o receio de que este estaria na maldição das sequencias (que quando se começa bem, a tendência é piorar a cada continuação) era extremo.
Engano, este "Bolas na parede" é excelente, mas não o suficiente para superar o primeiro.



Mais uma vez, o nerd e esquisito Dave Lizewski veste seu uniforme de Kick-Ass para voltar para as ruas bancando o super herói, sem nenhum super poder ou habilidades em lutas (salvar gatos de idosos é um exemplo). Seu ato inspirou várias pessoas a se vestirem como heróis e criarem um grupo liderado por Coronel Estrelas e Listras (Jim Carrey), mesmo assim, devido ao desfecho do primeiro filme, o vilão Red Mist resolve se vingar de Kick-Ass e assume um novo codinome: The Motherfucker, e inicia uma nova gangue de vilões para perseguir e matar o tão falado salvador das ruas. 
Quem carrega todo o filme nas costas é Hit Girl, com seus dramas adolescentes e seu lado heroína sendo deixado de lado, interpretada mais uma vez pela brilhante atriz juvenil Chloe Moretz.



Personagens bem legais são colocados na história para cativar o público. "Night-Bitch" é outra novata no mundo dos heróis completamente bacana, com seu visual vadia bem engraçado, e claro "Mother Russia", a vilã gigantesca e tão machona quanto Stallone ou Schwarzenegger, assustadoras.
Trilha sonora completamente cheia de energia e músicas bem escolhidas para cenas de ação e também, imagens cheias de cores são muito chamativas e deixam os olhos fascinados pela beleza das cenas.
Completamente hilário e divertido, não perdendo nem um pouco a excelência sanguinária de seu antecessor.


Jeff Wadlow assumiu a direção e conseguiu completar a tarefa de modo exemplar. E claro, com Matthew Vaughn na produção, teria que ter dado certo.
Recomendo pra todos, é um filme completo de adrenalina, ação e humor.


Por: Felipe Henrique

domingo, 10 de novembro de 2013

The Jesus And Mary Chain - Darklands


Eu gosto da chuva, eu gosto das paisagens dos dias chuvosos, dos guarda-chuvas, dos carros com os para-brisas ligados, do estrondo do trovão, do vento frio, do café quente e amargo, do agasalho, dos insetos camicazes que rodopiam a iluminação da rua. Eu gosto do barulho da água que escoa... Eu gosto de tudo que remete aquele dia que você me beijou.




Gosto de balas de hortelãs, da faixa de pedestre, das luzes de dezembro em novembro, do sorriso tímido, do cachorro atropelado numa encruzilha. Eu gosto de tudo que remete aquele dia que você me beijou.





Eu gosto das mesmas ruas, do cemitério e do viaduto, do carro Del Rey cinza e de poças de águas  Eu gosto de roupas molhadas, de mãos dadas, da Legião Urbana e do Titãs. Gosto quando a iluminação se acaba, do relâmpago e do orelhão azul da esquina. Gosto do Corinthians e do Flamengo (do Flamengo só porque me remete aquele dia que você me beijou.





Eu gosto “Xisto no Espaço”, “O Escaravelho do Diabo e "O Caso da Borboleta Atíria" que você um dia me obrigou a ler. 




Eu gosto e venero a música: Happy When It Rains do  The Jesus And Mary Chain que tocava em um barzinho da Avenida pois, ela me remete aquele dia que você me beijou.


 
Ouça :


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Sonic Youth - Daydream Nation

  


Sonic Youth 
Daydream Nation




Não sei ao certo o por que resolvi sair armado aquela noite, minha visão estava embasada e a chuva era interminável, o vento era frio mas não obrigava me agasalhar. a iluminação péssima das ruas e vultos nas encruzilhadas, as vezes passava a mão direita no cós da calça apenas pra certificar se a arma estava lá com o tambor carregado.
Lembro claramente a primeira vez que apertei um gatilho, foi no Exército com fuzil. Dois tiros certeiros e o terceiro que até hoje eu não sei aonde foi parar.
 Não, não me apaixonei por armas no entanto comprei esse revolver que estava no cós da minha calça incomodando o meu andar.
 Minha visão estava embasada e haviam vultos me perseguido... Porra, assustei me com um cachorro vira-lata e, demorei uma eternidade pra puxar o gatilho, da próxima vez eu não poderia vacilar... Minha visão estava embasada.
Minha mãe sempre dizia que tenho mania de perseguição por isso o motivo de tantos remédios ingeridos diariamente.
Desarmei o guarda-chuva ao chegar ao ponto de ônibus, um senhor com cabelos grisalhos encolhido no banco tragava seu cigarro calmamente, olhando os pontos inexatos dos pingos da chuva. Ele não me viu no entanto pressentiu minha presença. Passei vagarosamente minha mão direita no cós de minha calça, senti o trinta e oito volumoso e carregado.
Nunca precisei usar este revolver em situação real de perigo, poucas foram as vezes que me afugentei para o meio da mata e dei tiros à revelia, era um espécie de escape pro meu estresse.

Devo confessar que antes de sair de casa eu tinha ouvido o álbum do Sonic Youth – Daydream Nation repetidas vezes que o barulho emanado deste álbum ainda estava revirando minha cabeça.




 estava atento a tudo, bem mais que deveria e, uma simples tosse do senhor de cabelos grisalhos me fez sacar o revolver agora sem vacilo e, apontar em sua direção, o senhor continuou tossindo enquanto os meus dedos deslizavam intranquilos e trêmulos. Mil pensamentos distorcidos fizeram redemoinhos de minha sensatez, foi quando o Senhor de cabelos grisalhos olhou para minha direção, seus olhos emergiam chamas de fogo e de sua boca desdentada uma nevoa acinzentada assessorava sua tosse seca. Apertei o gatilho repetidas vezes e corri com toda pressa do mundo contra chuva para um ponto seguro.


Nos meus ouvidos ainda ressoavam a música: 

Cross The Breeze




O que era aquilo? Meu Deus o que era aquilo?
O cano ainda do revolver quente e duas munições ainda no tambor. Eu não sabia onde estava, perdido na cidade que eu nasci, uma viatura da polícia me fez esconder atrás de uma lixeira. 




Eu deveria ter tomado todos os meus remédios e, não deveria ouvir Sonic Youth no último volume.




segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Hozier - Take Me To Church E​.​P. (Ouça Na íntegra)

O Blues do século 21 do Irlandês Hozier. 




Assista agora o Vídeo Polemico que narra o relacionamento entre dois homens e a violência homofóbica: 

Filme- Gravidade



Filme- Gravidade

Ainda estou em choque.
Você tem algum motivo pra viver? Você prefere morrer ou lutar para viver? Você acha que sua vida é insignificante e que ninguém se importa com você? 
Renascer, essa é a questão.
Acabo de sair do cinema e assistir ao filme "Gravity", que foi lançado sexta-feira nos cinemas do Brasil.



Gravity é um filme muito diferente, começando pelo fato de atrair um público curioso sobre a respeito de destinos de personagens que ficam preso a algo e tentam sobreviver, é um filme de sobrevivência. Mas não pense que é somente isso, a mensagem e as imagens que o filme mostra, consegue chamar bem mais atenção do que a situação em si.




Já foi visto diversas vezes personagens que se encontraram na missão de sobreviver presos em teleféricos, mansões, casas, carros em fugas, ônibus e etc. Esses filmes tentam colocar o público em estado de nervosismo, mas estar preso no espaço, é uma grande novidade e o grau de desespero que isso te passa, acredite, é triplicado.
A atuação impecável de Sandra Bullock é completamente notável, o filme é dela. Essa mulher possui uma grande experiência nos cinemas e a cada filme que passa ela consegue se superar, desde mostrar o medo e até arrancar lágrimas de quem a assiste. George Clooney também consegue se sair bem com seu personagem.



O visual do filme é PERFEITO, a fotografia é impecável. A mãe terra, o planeta terra visto de cima, o filme mostra a real beleza de quem tem o privilégio de ter essa visão do espaço, como o nascer do sol; pôr do sol; o anoitecer; a lua; as luzes das cidades acesas vistas do espaço; a aurora boreal e as estrelas; é de deixar o queixo caído.
A trilha sonora foi feita para arrepiar, aliás, a sonoridade melancólica e depressiva que nos é apresentado, faz sentir a dor e o quão triste é a situação em que os personagens se encontram.

Parabéns a direção de Alfonso Curón (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban), seu talento é indescritível.
Não perca a oportunidade de ver no cinema, é algo totalmente diferente do que você já viu.



Por Felipe Henrique


sábado, 5 de outubro de 2013

Manic street Preachers – Rewind The Film

Manic street Preachers – Rewind The Film
Arruma o seu cabelo e passa suavemente o seu batom vermelho em seus lábios finos, seu sapato de salto alto está atrás da porta, o perfume que incendeia o quarto inteiro está logo ali na penteadeira e os meus sentimentos desimportantes estão todos aqui comigo. Ela ri o tempo todo diante do espelho, me chama pra ajudar fechar o zíper do seu vestido estampado florido, está preocupada com a chuva que não para, simula um beijo na minha direção a distância pra não borrar os seus lábios.
Antes de entrar no carro diz palavra de baixo escalão por eu não ter lavado o carro. Bate porta enfezada depois me xinga por ter quebrado a unha do dedo anelar de sua mão esquerda. Ela me Pede pra virar a próxima direita e, depois que viro:

_Não era essa, era próxima direita.

Ligo o som do carro.

_Que é isso?
_Isso o que?
_Que está tocando?

_É novo Album do Manic Street Preachers (Rewind The Film)... Baixei hoje à tarde.

_Não gostei. Na verdade nunca gostei Manic. 
Depois de alguns segundos.

_Minto, gostei sim de uma música que tinha um vídeo de crianças sem olhos ou bocas... Sei lá, coisa assim.
_If You Tolarate This Your Children Will Be Next.
_É... Deve ser essa mesma.



_Enfim, o Álbum inteiro deve ser chato mas, está música salva. Não gosto dessas bandas do Reino Unido, e, acelera essa bugiganga.

As duas primeiras faixas Rewind The Film: This Sullen Welsh Heart e Show Me The Wonder não era exatamente o que eu esperava ouvir porém, confesso ter gostado.



_ Não tem jeito de você colocar um som do Coldplay ai?

Finjo não ouvir.
A sonoridade está muito diferente...

_Olha lombada.
_Tô vendo.

_Ah tá vendo. Se eu não falo aqui.



No entanto foi na introdução da música (I Miss The) Tokio Skyline que eu imaginei nunca ter casado, nunca ter filho. Imaginei me sozinho no carro com os para-brisas ligados. Sim, com alguns cabelos brancos, com barba pra fazer, com algumas rugas no canto dos olhos, a barriga avantajada como agora, virando para esquerda ou para direita, buzinando pra “minas” no ponto de ônibus, passando por cima de lombadas e, entrando pela contramão. Sim, errando marchas sempre, sem perder a direção.
Extasiados nos pensamentos ou na música, buzinei “para as minas” no ponto de ônibus e antes de dizer alguma coisa um beliscão raivoso quase tirou parte do meu braço, com gemido quase inaudível porém com uma dor gigantesca continuei firme no volante. Juro que quando aproximei da curva sinuosa vizinha de uma ribanceira “eu pensei merda”, tremulo e com suor escorrendo eu vi a morte convidativa com capuz de praxe. Mas eu vi também meu filho caçula com um olhar perdido atrás da morte. Freei fundo que os pneus deixaram marcas no asfalto, não houve uma reclamação ou beliscão. Não houve uma troca de olhar ou palavra.


Lembro-me que ao final do Álbum Rewind The Film houve um silencio mortal. Eu extasiado com o que tinha ouvido, ela talvez pensando em divórcio.

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