terça-feira, 18 de novembro de 2014

Interstellar (Dica de Filme).




Interstellar 
Mesmo com a distância de galáxias, buracos de minhocas, e o tempo correndo contra sua direção, o amor ainda prevalecerá até o ultimo instante.

O mais recente projeto do grandioso Christopher Nolan e seu irmão Jonathan Nolan, demonstrando mais uma vez que a dupla não está pra brincadeira. Dessa vez, eles expandem suas inteligências e toda a paixão pelo cinema, lançando uma obra magnífica como Interstellar.


O enredo do filme é um tanto complexo,e sua linguagem e seus diálogos são discursos e teorias relacionados à física quântica, o que pode vir a causar cansaço nas pessoas que não dedicarem total atenção ao filme.
No futuro, a terra não está conseguindo mais sobreviver, diversas tempestades de areia e pragas infestam as cidades. Cooper, um engenheiro e ex-piloto da Nasa - atualmente fazendeiro - e sua família, moram em uma casa localizada próxima a um grande lote de plantação. Sua filha mais nova, Murphy, diz ao pai que a casa é assombrada, e que há um fantasma se comunicando com ela. As mensagens do suposto fantasma são na realidade coordenadas que levam até a uma instalação secreta da NASA. E é a partir daí, que toda a trama começa a se desenrolar. Cooper recebe a missão que contém dois planos, o primeiro é de salvar toda a humanidade encontrando um planeta para o mundo todo habitar, ou a segunda opção (caso a primeira falhe) é popular outro planeta com embriões humanos, e deixar o planeta terra e todos os seres humanos morrerem. 



Buracos de minhocas, Buracos Negros, Galáxias, Planetas fazem parte de todo o conjunto do filme.
O visual é deslumbrante, todos os efeitos especiais trabalhados aqui são dignos de premiação. As constelações e os planetas são incríveis.
O que deixa tudo ainda melhor, é o grandioso gênio e mestre da trilha sonora, Hans Zimmer, o melhor compositor da atualidade.


Anne Hathaway, Matthew McConaughey e Jessica Chastain dão um show de atuação. Toda a situação parece real, tudo o que os personagens passam e sentem, eles conseguem transmitir perfeitamente. Já que Chris Nolan é bem rigoroso a respeito de atuação. (Destaque para a cena que Cooper está sentado na frente da tela recebendo as mensagens).


Muita adrenalina, suspense, tensão, e claro, muitas lágrimas irão rolar durante o filme.
O final é chocante e surpreendente, o choque do publico ao descobrir o porquê de todas as coisas acontecerem é único. Interstelar é um filme pra guardar em nossas memórias com todo o carinho e admiração, pois uma obra tão magnífica assim atualmente, está muito difícil.
















Felipe Henrique
https://www.facebook.com/felipehor

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Echo and The Bunnymen - Live at The Liverpool 2001 / Echo and The Bunnymen - Live Concert Argentina 2014

Assistam duas apresentações em épocas diferentes da banda inglesa Echo and The Bunnymen.
O que mudou???

Echo and The Bunnymen - Live at The Liverpool Institute of Performing Arts



Echo The Bunnymen - Live Concert - Personal Fest Argentina 2014

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

The Underground Youth – Beautiful And Damned "2014" (Ouça na íntregra).


https://www.oboom.com/ILDUFWFH/Damned.rar

domingo, 19 de outubro de 2014

Ouça o novo Rock Nacional : Tagore - Movido a Vapor.

Em meio a arranjos e experimentalismos, “Movido a Vapor” é uma viagem no tempo, guiada por diversas referencias e estilos. A musicalidade é norteada pela linguagem do underground recifense, o célebre udigrudi – Ave Sangria, por exemplo, é uma das influencias declaradas de Tagore. Porém, esse passeio trilha caminhos entre o baião, folk e rock setentista.
http://www.rockinpress.com.br/


Imagine uma mente que pensasse ser possível fundir a explosão melódica dos Beatles, com as emboladas psicodélicas do udigrudi pernambucano dos anos 70. Agora una essa mente a um outro que acredita piamente em Jim Morrison, Gilberto Gil e Jards Macalé.
http://tnb.art.br/rede/bandatagore



domingo, 5 de outubro de 2014

Iceage - Plowing Into The Field Of Love

A banda dinamarquesa do Iceage dá adeus ao anonimato depois do lançamento do terceiro álbum "Plowing Into The Field Of Love".


01. On My Fingers
02. The Lord’s Favorite
03. How Many
04. Glassy Eyed, Dormant and Veiled
05. Stay
06. Let It Vanish
07. Abundant Living
08. Forever
09. Cimmerian Shade
10. Against The Moon
11. Simony
12. Plowing Into The Field Of Love

https://www.oboom.com/Z37I1OJX


terça-feira, 30 de setembro de 2014

The Verve - Forth


The Verve - Forth

Estou conectado há mais de uma hora, apertando teclas aleatoriamente, estou cansado e o sono me persegue outra vez, pensei em dar uma volta, dar uma arejada nas ideias porém, na sala eu desisti assentando no sofá com a companhia dos meus dois gatos. Liguei a televisão apenas para comprovar que nada na televisão me interessa. Vou pra cozinha e preparo um café amargo, eu já acostumei com a minha solidão, fico horas e horas sem falar com ninguém cuidando do meu pequeno jardim, podando a roseira, umedecendo as orquídeas, retirando matos que cresceram junto aos pés das margaridas e o girassol está tão bonito.

Mas, somente quando chega à noite e a insônia rotineira se apresenta e possessa do meu quarto eu apago a luz e no escuro algumas ideias brilhantes surgem, algumas se apagam como as estrelas e outras permanecem até chegada do sol. Vagarosamente me arrumo para o trabalho, coloco o fone nos ouvidos o álbum "Forth” do The Verve.



Adormeço nos primeiros acordes da belíssima “Sit and Wonder”e, quando acordo já estou bem perto da empresa e a música que rola é “Valium Skies”. Retiro o fone do ouvido.



O crachá tem um peso significante quando não fazemos o que gostamos, porém o ônibus já está próximo e o sol já é visto pela metade atrás da montanha. O peso do crachá parece aumentar quando aproximamos da portaria. Há um silencio notório nos funcionários cabisbaixos, o barulho da catraca é um incomodo. A catraca é a divisão do mundo servil com qualquer outro mundo que você viva, entretanto este mundo servil é a engrenagem que movimenta o outro qualquer mundo que você viva.
O amigo que te cumprimenta todos os dias com tampinhas nas costas no vestuário é o mesmo que está querendo tua vaga de operador e o teu salário. Eu percebi isso quando ele sorriu pra mim na segunda-feira de manhã enquanto tomávamos café juntos. O meu crachá tornou-se ainda mais pesado depois do sorriso dele.

Saio da fábrica exausto e apressado apenas para testemunhar o sol pela metade pois, o mesmo já esconde-se atrás da montanha. Geralmente eu durmo no trajeto de volta pra casa, alguém me chama:
_Acorda já chegou. _ Levanto atabalhoado sempre derrubando alguma coisa, o paciente motorista sempre balança a cabeça rindo do meu jeito afobado ao descer os degraus do ônibus. 
Obedientemente aos meus costumes sempre paro num boteco e, com o costumeiro pedido:

_Uma latinha de Skol e uma dose caprichada de Jurubeba.

Se for em dia de pagamento prolongo minhas horas naquele ambiente que sempre tem uma bandinha de pagode ao vivo o que obriga a colocar o fone nos ouvidos e aumentar o volume no máximo “Love Is Noise” é a música mais chapada do álbum. Fico ali num canto numa mesinha com uma única cadeira observando jovens e suas bebidas acompanhadas com energéticos, as vezes alguns deles se aproximam pedindo me o isqueiro para acenderem os seus baseados.

_E ai tiozão valeu!!!


Nesses dias levantar da mesa e chegar até o caixa é um obstáculo cuidadoso, passos curtos e olhos focados, mesmo assim sempre encosto em alguma mesa quebrando copos e garrafas. A palavra que eu ouço repetidas vezes é “bêbado”. Confiro o troco religiosamente contando e recontado dezenas de moedas que o dono do estabelecimento faz questão de empurra-las para mim afim de me sacanear. Na terceira tentativa desisto de contá-las e, enfiou tudo dentro do bolso.

Não sei exatamente que horas são porém, sei exatamente onde meus passos ziguezagueando me levarão. Luzes de neon vermelhas que piscam a palavra Sex. Luzes azuis, verdes e amarelas que piscam outras palavras que não me recordo agora.

Na bilheteria ou entrada uma moça com decote V com os bicos dos seus peitos quase de fora, cobra minha entrada então, eu enfio a mão no bolso e empurro aquelas dezenas de moedas.

_Confere ai, o que estiver faltando eu pago em cédulas.

A moça olha estranho na minha direção enquanto eu olho para o bico do seio direito que escapuliu do seu decote, ficaria ali com olhos solícitos nos próximos dez minutos se ela não intrometesse repetidas vezes:

_Vinte cinco reais e quarenta e cinco centavos.

_Oi???

_Moço... Pela quarta vez, vinte cinco reais e quarenta cinco centavos.
_É que o seu seio direito com bico arroxado está de fora.
_Nossa moço!!! Desculpa que vergonha.

Que vergonha, a vadia nem se lembra que no meu último pagamento era eu que estava mamando em seus peitos.

Sinto me culpado por adentrar nesse pequeno corredor que me leva a um pequeno palco rodeados de homens a maioria deles casados, sedentos e tarados por Strip-tease. Novinhas rebolando nuas pra arrecadarem dinheiro para parcelas da faculdade ou tentando ganhar dinheiro para a próxima carreira de cocaína. Eu com o copo na mão de uísque com gelo pago pelo o “zóio da cara” estou de olho em uma loirinha que parece tímida, uma dessas que tenta pagar a faculdade a qualquer custo para manter seu sonho de ser bióloga, engenheira, advogada sei lá.

Então, como pagante ela veio em minha direção tirou vestidinho enxadrezado e curtíssimo, uma calcinha preta de renda e sem o sutiã, começou a dançar sem pudor nenhum, num abaixa e levanta que muitos chegariam em orgasmo. Eu continuei firme, confesso que sem piscar meus olhos, ela ficou nua e sem controle, contorcendo perto de mim. Bêbado mais consciente que não poderia toca-la que um segurança brutamonte poderia aparecer do nada e me esmurrar os meus dentes da frente até cai-los no chão.

Paguei um preço exuberante para tê-la no quarto comigo, ela ofegante ainda da sua apresentação, com os cabelos desajeitados, um riso falso como a pulseira que adornava seu braço tatuado e musculoso,  um olhar sem brilho ainda que atento e assustado, efeitos do abuso da cocaína que a coriza constante comprovava. Não houve dialogo nos minutos subsequentes, duas almas vazias e perdedoras provando do sexo o pior que ele pode oferecer, o encontro de duas línguas ásperas como lixas grossas misturadas ao aroma de cigarros baratos e doses exageradas de jurubeba. Minhas mãos calejadas em seus seios absurdamente grandes e flácidos, o silencio só era quebrado quando chupada mal dada fazia o estalar dos lábios ou, quando um gemido de dor ou remorso escapava ecoando pelo quarto.
No final das contas terminamos o coito ainda mais vazio que o começo. Ela limpando-se com o chuveirinho e eu, preocupado com a droga do crachá que caiu debaixo da cama...

... Voltei pra casa ouvindo na íntegra um dos álbuns mais angustiantes e belo do mundo.






quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Nada Surf - B-Sides (Eu ouvi, gostei e recomendo)


01. Neither Heaven Nor Space

02. From The Rooftop Down
03. Fools
04. Concrete Bed (Original Version)
05. Au Fond du Rêve Doré
06. Whose Authority (Acoustic Version)
07. I Like What You Say (Acoustic Version)
08. I Wanna Take You Home
09. Everyone’s On Tour
10. The Future (Acoustic Version)
11. Looking Through (Acoustic)
12. When I Was Young (Acoustic Version)
13. Waiting For Something (Acoustic Version)
14. Clear Eye Clouded Mind (Acoustic Version)

http://freakshare.com/files/y3zvaqf1/NS-BS.rar.html


terça-feira, 2 de setembro de 2014

A Arte da Conquista - Dica de Filme.



A Arte da Conquista 

Sábado a tarde, deito no sofá e escolho um filme aleatório no Netflix. E encontrei um que estava na minha lista para assistir já fazia tempo, pois vi que tinha Emma Roberts no elenco e deixei anotado que seria um dos próximos para ver. Os filmes que tem o nome dessa atriz no elenco me chamam atenção, particularmente acho ela um espetáculo, não só de beleza, mas de atuação, sou fã! E eis que me aparece "A Arte da Conquista".



Freddie é um adolescente que não vê sentindo nenhum para a vida, fala de morte e que morreremos sempre sozinhos. E Sally é mais uma garota comum (Dizem que é uma vagabunda, eu discordo). Freddie se apaixona por Sally, porém, reprime seus sentimentos por ela, e assim desenrola o filme.
Não há palavras o bastante que descrevam o quanto achei fascinante esse filme.



São as imagens e as cores do filme, a estação do inverno, tudo isso colabora para deixar visualmente belo. A jogada de câmera do filme é certamente para destacar os cenários em que se encontram, que passam aquela sensação de que tudo é real, que são situações reais. O bar, as calçadas, os quartos, a escola.
O melhor de tudo - além de todas as situações - é a trilha sonora. 
Há uma cena que me cativou demais, a que Freddie deita em sua cama, e Sally anda por um parque cheio de árvores de inverno, e um sol fraco no fundo iluminando o lugar, ao som de Winter Lady de Leonard Cohen.




É um filme Indie, com suas músicas voltadas para o mesmo estilo musical. Cada música se encaixa perfeitamente em sua respectiva cena.
Eu indico para todos, principalmente para as pessoas que gostam mais do estilo indie, é aquele filme que é maravilhoso sendo simples.
Mais um favorito para a coleção na estante do meu quarto. Vou compra-lo junto com sua trilha sonora.

                                                                                                        Felipe Henrique
https://www.facebook.com/felipehor

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